sexta-feira, 25 de junho de 2010

SSP: Corpo de escrivão morto em assalto é sepultado.

Sepultado na manhã desta quarta-feira, 23, no Cemitério Santa Isabel, centro de Aracaju, o corpo do escrivão de polícia Flávio Santos de Oliveira Matos, 29 anos, que estava lotado na Delegacia de Frei Paulo. Ele foi morto na tarde desta terça-feira, 22, quando tentou impedir um assalto à agência dos Correios no centro do município. O velório, ocorrido no velatório Osaf, no centro da cidade, foi marcado pela tristeza e emoção por parte de amigos, parentes, políticos, delegados, policiais civis e militares. Antes da saída para o cemitério, houve celebração religiosa presidida por um diácono da Paróquia Nossa Senhora Auxiliadora (Igreja do Salesiano), no bairro Cirurgia.


O secretário da Segurança Pública, João Eloy de Menezes, compareceu aos funerais, prestando solidariedade à família em nome da SSP e do Governo do Estado. O superintendente da Polícia Civil, delegado João Batista Santos Júnior, afirmou que a morte prematura de Flávio Matos "é uma tragédia para a Polícia Civil" e garantiu que, mesmo de luto, ela está empenhada na busca pelos assaltantes que cometeram o crime.


"Desde o primeiro momento, todas as providências foram tomadas para prender os responsáveis por este crime. Apesar de os Correios serem um órgão federal, estamos empenhados nas investigações. Conversei já com o superintendente da Polícia Federal no estado e pedi a ele que o caso fosse tratado com toda a prioridade", disse Batista. O coordenador de Polícia do Interior, delegado Fernando Melo, classificou o assassinato de Flávio como "bárbaro" e "inaceitável". Disse também que algumas linhas de investigação da polícia já estão sendo seguidas, mas ainda não podem ser reveladas.


A morte do escrivão também foi lamentada pelo Sindicato dos Policiais Civis de Sergipe (Sinpol), presente ao velório e ao enterro. "O sentimento é um misto de tristeza e revolta. O risco de morte é inerente à nossa função e nosso colega perdeu a vida em cumprimento do dever. Todos os que se preocupam com a cidadania e a segurança pública estão hoje de luto", afirmou o presidente da entidade, Ricardo Reis.


Formado em Direito pela Universidade Federal de Sergipe, Flávio de Oliveira Matos prestou concurso para a Polícia Civil em 2005 e tomou posse como escrivão no ano passado, quando foi convocado, sendo lotado na Delegacia de Frei Paulo. Ele deixa uma filha de um ano e oito meses.


O crime - O escrivão estava de serviço e acompanhado por um policial militar, quando percebeu uma situação suspeita ao passar em frente à agência dos Correios, na praça central de Frei Paulo. Um dos assaltantes havia rendido os funcionários e tomou o gerente como refém, enquanto o outro dava cobertura pelo lado de fora. Na saída, houve troca de tiros e Flávio foi baleado duas vezes. Levado ao Hospital Regional Garcia Moreno, em Itabaiana, o policial civil não resistiu aos ferimentos e morreu.

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